Atuamos onde a floresta ainda está de pé e sob pressão

Trabalhamos no coração da Amazônia, em territórios onde o acesso à saúde pode exigir dias de navegação pelos rios ou longas caminhadas pela mata. São regiões de extraordinária biodiversidade e estoque de carbono, mas também de intensas ameaças: desmatamento, mineração, extração ilegal de madeira e os efeitos crescentes da crise climática.

É nesses territórios que vivem comunidades indígenas e tradicionais que protegem, manejam e regeneram a floresta todos os dias e assim sustentam um equilíbrio vital entre saúde, território e clima. Acreditamos que fortalecer essas comunidades é fortalecer a floresta. E fortalecer a floresta é proteger o futuro climático do planeta.

Desde 2020, a SAMA lançou programas em conjunto com comunidades da floresta tropical para proteger uma porção vital da Floresta Amazônica no Corredor de Diversidade Socioambiental do Xingu. Essa região é importante devido à sua rica sociobiodiversidade e à sua contribuição fundamental para a geração de chuvas que abastecem a América do Sul por meio de rios caudalosos e influenciam os padrões climáticos globais.

  • Reservas Extrativistas Terra do Meio

    Por meio de investimentos em prioridades definidas pelas próprias comunidades, como saúde e subsistência, a SAMA atua nas RESEX da Terra do Meio. Esses territórios são habitados por populações tradicionais que vivem da floresta em pé. Ao fortalecer seu bem viver, contribuímos para proteger milhões de hectares na Bacia do Xingu, uma região estratégica para a Amazônia.

  • Três araras coloridas voando com plumagens vermelhas, azuis, verdes e amarelas.

    Apyterewa

    A Terra Indígena Apyterewa abrange mais de 776 mil hectares de floresta tropical primária, que sequestram mais de 85 milhões de toneladas de carbono e são administrados pelo povo indígena Parakanã. Com a orientação da Peoples Climate Coalition, a Associação Indígena Tato’a implementa as soluções definidas pelo povo Parakanã para proteger a floresta local e preservar sua soberania territorial.

  • Imagem aérea de um rio serpenteante cercado por uma floresta densa.

    Xipaya

    A SAMA trabalha com a comunidade Xipaya desde 2020. Os projetos incluem a preservação da língua, o desenvolvimento de um centro de medicina tradicional, a implantação de uma unidade de processamento de produtos florestais, a ampliação do acesso à água e à infraestrutura, além da realização de encontros de governança e de valorização cultural.

  • Área de floresta tropical densa com árvores altas, vegetação verde vibrante, troncos cobertos de musgo e raízes expostas.

    Cachoeira Seca

    A Terra Indígena Cachoeira Seca é habitada pelos povos Arara, Xipaya e Kuruaya, sendo que Xipaya e Kuruaya compartilham o território. Com apoio da Peoples Climate Coalition, realizam mapeamento etnográfico e valorização de recursos naturais. Já o povo Arara fortalece sua cultura por meio de materiais bilíngues e do resgate da festa Iepari.

  • Paisagem de floresta tropical com árvores altas e folhagem densa, com uma camada de névoa cobrindo as áreas mais distantes.

    Malacacheta, Tabalascada e Cauauinim

    O projeto atua em territórios indígenas apoiando soluções das próprias comunidades para enfrentar o desmatamento e proteger os territórios. Integra saberes tradicionais e ferramentas atuais para gerar renda, fortalecer a resiliência climática e promover o bem viver.

  • Homem remando um barco em um rio ao pôr do sol, com o céu laranja e refletido na água.

    Arariboia

    A Terra Indígena Arariboia enfrenta desafios como desmatamento, pecuária ilegal, incêndios e violência. As soluções, definidas pelas próprias comunidades, incluem acesso à água, reflorestamento liderado por mulheres, proteção territorial e fortalecimento cultural, promovendo o bem viver e reduzindo emissões de carbono.

Nosso ponto de partida

A atuação da SAMA começou no corredor socioambiental da Terra do Meio, na Bacia do Rio Xingu, situada no chamado arco do desmatamento da Amazônia, uma das regiões mais estratégicas do planeta para a estabilidade climática global, a conservação da biodiversidade, a conectividade florestal e o fortalecimento de modos de vida tradicionais.

Apoio à coalizão Peoples Climate Coalition

Em 2024, a Peoples Climate Coalition foi formada pelo Pawanka Fund, pelo Woodwell Climate Research Center e pela Health In Harmony. A SAMA passou a integrar a coalizão e apoia a coordenação e a implementação das atividades no Brasil. A coalizão está reinventando a ação climática por meio de soluções de saúde planetária lideradas por povos indígenas.

A coalizão é um esforço global que reúne ciência rigorosa, profundo engajamento com povos indígenas e abordagens integradas de desenvolvimento comunitário. Até 2030, a coalizão pretende proteger 20 milhões de hectares de floresta tropical, uma área equivalente ao tamanho da Grã Bretanha.

A coalizão é composta por três parceiros centrais, cada um com um papel distinto:

Pawanka Fund: mantém parcerias de longa data e baseadas na confiança com povos indígenas em todo o mundo, garantindo que as soluções sejam lideradas pelas comunidades e fundamentadas em suas culturas.

Woodwell Climate Research Center: fornece ciência climática de ponta, monitoramento avançado e dados confiáveis e acionáveis.

Health In Harmony: desenvolve soluções integradas, estratégias e advocacy baseadas no bem-estar humano e ecológico, além de realizar avaliações rigorosas de impacto.

O fortalecimento das comunidades também se expressa nesse encontro de saberes. O trabalho da SAMA concentra-se em oferecer suporte de campo às atividades da coalizão, além de apoiar o monitoramento da biodiversidade realizado pelas próprias comunidades nos territórios indígenas identificados.

Além de fortalecer a vigilância territorial, esse monitoramento permite que as comunidades tenham autonomia sobre seus próprios dados, garantindo que possam utilizá-los em pesquisas, captação de recursos e iniciativas de desenvolvimento.

É também por meio da SAMA que as comunidades são incentivadas a contar suas próprias histórias e a se fortalecer por meio da sua inserção no universo audiovisual, utilizando o modelo de narrativas de bem-estar comunitário, as “Community Thriving Narratives”.